Maria-sem-vergonha

sexta-feira, julho 23, 2004

ode ao tempo

transição
ato ou efeito de transitar
trajeto
passagem de um lugar
de um tempo
para outro
ínterim
entre tempos
meio tempo
intervalo
mudança
ato ou efeito de mudar
transferência
substituição
transferir de um lugar
para outro
desviar
substituir
variar
transformar-se
 
Ficar uma semana em casa sem absolutamente nada para fazer a não ser dormir, tomar remédio e comer pode causar grandes transformações em nossa vida. Ou não. Como diria Caetano.
Mas o fato é que essa semana pensei muito e sobre várias coisas. Como me sinto em relação às pessoas. Como me sinto em relação ao trabalho. Como me sinto em relação ao futuro.
Contabilizar o tempo de uma semana em tantos pensamentos, tantas voltas e reviravoltas pode ser um tanto quanto complicado, mas sei que eles estão aqui, circulando, rondando...
Gostei de algumas coisas que esse tempo me mostrou, e de outras simplesmente detestei.
Senti que preciso de mais. Quero ser mais competente. Quero ser genial. Quero ser bem sucedida. Quero ser engraçada. Quero ser bonita. Quero ser culta e inteligente. Quero ser amada.
 
Senti que estou numa fase de que se ficar o bicho come e se correr o bicho pega. É agora ou nunca. Mas também nunca é tarde pra recomeçar... Sinto necessidade de definir algumas coisas... antecipar o que eu vou ser quando crescer. Quero tomar sol e respirar ar puro. Leve como uma pétala.
 
O tempo está passando... e minha sessão de auto-análise também. Semana que vem ainda tem descanso, mas com pitadas de compromissos. A vida vai voltando ao normal devagarinho. Espero recomeçar com pique total. E espero que esse meio tempo tenha me dado novo fôlego, novas expectativas e novas conquistas.
 
Beijinhos e até breve.
 
Kelly Maria
 
 

 

2 Comments:

  • At 24 de julho de 2004 02:10, Blogger Rodrigo d'Almeida said…

    É isso aí, Kelly!
    Nada como uma boa paradinha no corpo, e permitir à mente, trabalhos.

    O nosso corpo não pára em vão. Ou a gente dá a ele o tempo que necessita para descanso, ou temos uma surpresa do determinismo, e 'tchuns' - uma parada à força.

    Porém, o mais importante é o reconhecimento que esse 'stop' é uma oportunidade para aproveitar o tempo extra e avaliar o que, realmente, preenche (ou esvai-se) na nossa vida; se estamos cooperando conosco para construir um caminho de felicidade ou se estamos apenas passando pela dimensão do tempo, acreditando numa intervenção divina, e que um dia, ao acordarmos, perceberemos que todo o mundo se transformara numa maravilha de vida!

    Penso que você, agora, vive uma insatisfação pessoal. Isso é positivo: os incômodos motivam a gente para 'o movimento', para sair da mesmice da vida.

    Chateação, insatisfação, tristeza, ansiedade todo mundo sente. Mas atentar para o que fazer com isso, é outra coisa muito diferente. Saber tomar proveito dos ensinamentos da vida é o diferencial. E olha, Kelly Maria, é assim que você está: num belo momento de ebulição, ou seja, está fervendo tudo: aprimorando o que lhe é importante e eliminando aquilo que não te serve mais.

    Assim, você está mais que construindo um caminho para a falicidade, está, isso sim, fazendo da felicidade o próprio caminho, como disse Gandhi, o Mahatma.

    | Namastê |

    .

     
  • At 24 de julho de 2004 02:11, Blogger Rodrigo d'Almeida said…

    É isso aí, Kelly!
    Nada como uma boa paradinha no corpo, e permitir à mente, trabalhos.

    O nosso corpo não pára em vão. Ou a gente dá a ele o tempo que necessita para descanso, ou temos uma surpresa do determinismo, e 'tchuns' - uma parada à força.

    Porém, o mais importante é o reconhecimento que esse 'stop' é uma oportunidade para aproveitar o tempo extra e avaliar o que, realmente, preenche (ou esvai-se) na nossa vida; se estamos cooperando conosco para construir um caminho de felicidade ou se estamos apenas passando pela dimensão do tempo, acreditando numa intervenção divina, e que um dia, ao acordarmos, perceberemos que todo o mundo se transformara numa maravilha de vida!

    Penso que você, agora, vive uma insatisfação pessoal. Isso é positivo: os incômodos motivam a gente para 'o movimento', para sair da mesmice da vida.

    Chateação, insatisfação, tristeza, ansiedade todo mundo sente. Mas atentar para o que fazer com isso, é outra coisa muito diferente. Saber tomar proveito dos ensinamentos da vida é o diferencial. E olha, Kelly Maria, é assim que você está: num belo momento de ebulição, ou seja, está fervendo tudo: aprimorando o que lhe é importante e eliminando aquilo que não te serve mais.

    Assim, você está mais que construindo um caminho para a falicidade, está, isso sim, fazendo da felicidade o próprio caminho, como disse Gandhi, o Mahatma.

    | Namastê |

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